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Caixa deve liberar microcrédito de até R$ 1 mil após o fim do auxílio emergencial

O fim do auxílio emergencial ainda é recheado de dúvidas, já que os pagamentos deveriam, originalmente, ter sido concluídos no meio de 2020, mas foram prolongados até o fim do ano. Agora, a Caixa Econômica Federal pensa em lançar um microcrédito de até R$ 1 mil, para minimizar os impactos com o fim do programa.

O banco tem como objetivo colocar R$ 10 bilhões disponíveis, voltados para 10 milhões de microempreendedores, que terão acesso ao valor máximo de R$ 1 mil cada. A Caixa pensa ainda que o microcrédito após o fim do auxílio emergencial seja pago em um período que varia de 3 a 5 anos. Além disso, os juros praticados devem ser baixos.

O banco federal já deixou claro que esse benefício não é um novo tipo de auxílio e sim um empréstimos. Por menor que seja, é capaz de auxiliar as pessoas ainda impactadas pela pandemia de Covid-19 e que não conseguiram retornar 100% às atividades. Então, a Caixa Econômica deve liberar o dinheiro somente para quem tem condições de pagar novamente.

Qual é o orçamento para o microcrédito?

Embora o banco acredite que R$ 10 bilhões seja um valor interessante, isso não está definido. O banco não limitou o seu capital de funding, então a ideia é que o benefício seja oferecido para todos os empreendedores que possuem condições de pagar. Portanto, pessoas que participam dos programas de transferência de renda não poderão participar.

Qual é o público-alvo?

A Caixa Econômica Federal visa garantir uma vida digna para os brasileiros e por isso o programa deverá ser focado em profissionais do:

  • Comércio;
  • Catadores de reciclagem;
  • Cooperativa;
  • Profissionais liberais.

A ideia é que a oferta seja ampla, para beneficiar o máximo possível de pessoas. Desse modo, se você precisa dos recursos, pode tentar.

O banco digital da Caixa

A pandemia de Covid-19 fez com que a Caixa Econômica modernizasse o seu sistema, passando a focar em atendimentos virtuais. Assim, foi lançado o aplicativo para o pagamento do auxílio emergencial conhecido como Caixa Tem. E ele poderá inclusive ser usado para os pagamentos do Bolsa Família, assim que o benefício for cessado.

Hoje em dia a Caixa tem mais de 105 milhões de clientes, sendo que 80 milhões são ativos. Então, a ideia é que o sistema virtual novo seja usado para a concessão destes empréstimos, permitindo que a pessoa não tenha que ir até uma agência.

Contudo, a Caixa ainda está discutindo com o Banco Central (BC) o lançamento de uma versão totalmente digital. Isso pode demorar alguns meses e deverá acontecer até meados de 2021. Enfim, o empecilho é o número elevado de pessoas que recebem do banco, o que pode comprometer o sistema.

Quando será o fim do auxílio emergencial?

Quando será o fim do auxílio emergencial? Ninguém sabe ao certo, existem projeções que indicam a continuidade do benefício em 2021, o que pode custar R$ 45,9 bilhões aos cofres públicos. O cálculo é feito com base no repasse de R$ 300 para 25 milhões de pessoas, sendo 14,3 milhões do Bolsa Família e 12 milhões de desempregados.

Oficialmente, os pagamentos de R$ 300 serão encerrados em dezembro, mas não está descartado este prolongamento. O Brasil vem vivendo um aumento nos casos de Covid-19, principalmente com a chegada do calor e o aumento de pessoas sem máscaras nas praias.

Portanto, se houver uma nova onda, com o fechamento novamente do comércio, é algo que pode motivar o governo federal a ampliar estes pagamentos. A 9ª parcela será paga em dezembro, mas em 2021 quem sabe o auxílio siga. E então, o microcrédito de R$ 1 mil seria postergado.

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